Na primeira semana do ano algumas indústrias de arroz permaneciam em férias coletivas, enquanto outras já iniciavam suas compras. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os produtores do cereal ainda mantém suas ofertas limitadas.

Mesmo com a seca em algumas regiões arrozeiras do Rio Grande do Sul, as colheitas devem começar no final de fevereiro ou início de março. O Indicador do Arroz em Casca da Esalq/BM&FBovespa registrou pequeno recuo de 0,2% entre 2 e 9 de janeiro, fechando a R$ 25,70/sc na segunda-feira (9).
Com informações do CEPEA

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) avalia o impacto da seca na lavoura orizícola do estado. Estima-se uma queda de 10% na produção, avaliada em 8,1 milhões, devido à crise de comercialização, que levou à redução de área de cultivo.

O diretor técnico do Irga, Valmir Menezes, considera o quadro mais crítico na Depressão Central. "Os mananciais de irrigação são pequenos arroios", explica. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) também está cautelosa. Números extraoficiais indicam recuo de 20% nas lavouras do cedo. A expectativa inicial é colher 320 mil toneladas de fumo.
Com informações do Correio do Povo

A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) teve resposta positiva do governo estadual ao solicitar a redução da base de cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), aplicado nas operações de saída interestadual de arroz em casca.

A base do cálculo foi reduzida em 8,33%, o que facilita a comercialização do produto em outros estados e o escoamento dos silos da última safra. O diretor de Relações Institucionais do Sistema Famato, Rogério Romanini, considera que o governo se mostrou sensível ao problema de armazenamento e escoamento de produção enfrentado pelos rizicultores do Estado.
 
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) identificou que os municípios beneficiados estão nas regiões médio-norte, centro-sul e sudeste do estado. O Imea destacou também que a média de preço pago pelo arroz ficou em torno de R$ 28,20/saca, conforme pesquisa de mercado feita em novembro de 2011.
 
Assim, a receita bruta por hectare fica em média R$ 1,69 mil, considerando a produção de 60 sacas por hectare – não atingindo, portanto, nem o custo da produção do cereal, estimado em R$ 1,94 mil/ha.
 
A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima, para a safra 2011/2012 do MT, uma redução de 45,8% na área destinada ao cultivo de arroz, passando de 256 mil ha para 138,8 mil hectares. A produção deve diminuir 47,7%, indo de 795,9 mil toneladas para 416,4 mil toneladas.
 
Com informações do Sistema Famato

No último dia 9 de dezembro a Fazenda San Francisco realizou seu 16º Dia de Campo, recebendo mais de 100 inscritos para dividir experiências e compartilhar aprendizados, na região de Miranda (MS). O proprietário da fazenda e presidente da Associação de Produtores de Arroz e Irrigantes de Mato Grosso do Sul (APAI/MS), Roberto Coelho, fez a abertura do evento destacando que, pela primeira vez em 26 anos, apresentaria além da plantação de arroz, a lavoura de soja.

O chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Lamas, caracterizou os produtores da região como empreendedores e destacou que a região tem grande potencial. “Todos devem buscar aprimorar seus conhecimentos para que a agropecuária seja uma atividade de riscos minimizados”, destacou Lamas, lembrando que o conhecimento é um insumo tão importante quanto a terra, o capital e o trabalho.

As visitas às plantações possibilitaram aos participantes conhecer o cultivo de arroz irrigado, e também de soja, sendo este o mais novo investimento da fazenda. O engenheiro agrônomo da Fazenda San Francisco, Darci Azambuja, relatou que estão sendo utilizadas cinco variedades de arroz e sete de soja. “Como é a nossa primeira safra de soja, vamos analisar os resultados em produtividade e alagamentos para evitar prejuízos, já que a região é de clima chuvoso”, explica o agrônomo.

 

O produtor de arroz e soja, Rogério Comin, lembrou-se da importância de participar de reuniões como os dias de campo. “Eu sempre participo porque além das informações técnicas, podemos trocar experiências com outros produtores”, afirma Comin, que trabalha com arroz há 18 anos.

Gláucio Thiago Moraes, produtor há mais de quatro anos, comparou os mercados de arroz e soja. “O mercado de soja é muito mais dinâmico. Por ser uma commodity, sempre há demanda. O mercado do arroz é mais difícil porque a classificação por tipo deixa o mercado mais limitado”. Moraes também destacou que as condições climáticas da região exigem maior atenção porque a temperatura varia bastante.

Azambuja relatou que a produtividade da safra 2011-2012 de arroz registrou um crescimento de 18% em relação ao ano passado, devido à substituição de uma variedade, a condições climáticas mais favoráveis e redução do nível de precipitações dos meses de outubro e novembro. Quanto à soja, o engenheiro agrônomo informou que o plantio foi favorecido na fase de emergência e desenvolvimento inicial também pela diminuição no nível de precipitações.

Após as visitas às lavouras, Rodrigo Arroyo, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, apresentou sua palestra sobre a “Perspectiva da Cultura da Soja no Vale do Rio Miranda”. Arroyo exibiu dados da produção de soja no MS, custos de produção e manejo, listou os prós e contras da sucessão soja-milho e esclareceu sobre as consequências que o clima da região pode acarretar à produção do grão.

Participaram do evento pesquisadores da equipe do chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Lamas, pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão, o presidente da Associação dos Produtores do Vale do Rio Miranda, Fernando Belo, e Carmélio Ross, presidente da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do MS.
 

Por Stephanie Ribas
 

Confiram a entrevista do presidente da Associação dos Produtores de Arroz e Irrigantes do Mato Grosso do Sul (APAI/MS), Roberto Coelho, no Canal do Boi, no programa Mercado do Campo de ontem (6). Roberto Coelho falou sobre a produção de arroz no estado de MS e sobre o 16º Dia de Campo da Fazenda San Francisco, que será no dia 9 de dezembro, próxima sexta-feira.

O arroz está entre os cereais mais importantes do mundo. É um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da energia e 15% da proteína necessária ao ser humano. Trata-se de uma cultura adaptada a diferentes condições de solo e clima. Além disso, é considerada a espécie com maior potencial para o combate a fome no mundo, pois é cultivado e consumido em todos os continentes.

No Brasil, o arroz irrigado é produzido em dezesseis estados localizados em todas as regiões, portanto, sob condições climáticas muito distintas. De acordo com dados do IBGE, em 2011, o cereal foi produzido em 26 Estados. Os principais Estados produtores de arroz foram Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Piauí, Pará, Góias, Paraná, Rondônia e Mato Grosso do Sul.

Ainda em relação à safra de 2011, os dados revelam que o país produziu aproximadamente 13 milhões e meio toneladas do grão, em uma área total cultivada superior a 2 milhões e meio de hectares. Em 2011, o Mato Grosso do Sul foi o 11º Estado produtor de arroz no ranking nacional, responsável por aproximadamente 158 mil toneladas do grão, cultivado em quase 30 mil hectares.

Dia de campo- Para debater sobre diversos aspectos relacionados à cadeia produtiva de arroz no Estado, será realizado durante a manhã do dia 9 de dezembro, sexta-feira, o 16º Dia de campo da Fazenda San Francisco, em Miranda. O evento deve reunir cerca de 180 pessoas, entre produtores, pesquisadores, industriais, autoridades, fornecedores de insumos e equipamentos e técnicos envolvidos com a cadeia produtiva do arroz irrigado em MS  

“O Dia de Campo deve marcar a abertura da colheita de arroz em Mato Grosso do Sul, além de apresentar comparativo de variedades. Acontecerão palestras e visitas técnicas, além de debates sobre produção consorciada de arroz irrigado, soja e sorgo na região”, disse o presidente da Associação de Produtores de Arroz e Irrigantes do MS (APAI/MS), Roberto Coelho.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Mendes Lamas, acredita que o evento irá oferecer informações que contribuirão significativamente para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do arroz irrigado no Estado, trazendo reflexos positivos para a produção regional, por meio da troca de experiências e visitas a áreas produtivas.

A programação do evento, consta de recepção agendada para às 8h30, seguida de palestra de abertura proferida pelo presidente da Associação de Produtores de Arroz e Irrigantes do MS (APAI/MS), Roberto Coelho, seguida de visita aos campos produtivos da propriedade. Às 11h15, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia, apresenta palestra enfocando as perspectivas da cultura da soja no Vale do rio Miranda. 

Os interessados devem confirmar sua presença pelo e-mail deyse@sementesdearroz.com.br ou telefone (67) 3321-5166, com Deyse. O evento é uma realização da Sementes San Francisco de Arroz Irrigado, Embrapa Agropecuária Oeste, Embrapa Arroz e Feijão, Associação de Produtores de Arroz e Irrigantes do MS (APAI/MS) e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Miranda.

Fonte: Christiane Congro Comas – Mtb-SC 00825/9 JP
Jornalista Embrapa Agropecuária Oeste
christiane.comas@cpao.embrapa.br

 

Há tempos que médicos e nutricionistas sabem que o glúten, uma substância encontrada no trigo, no centeio, na cevada e na aveia – A GLIACINA -transforma-se numa espécie de cola ao chegar no intestino e gruda nas paredes intestinais, provocando, aos poucos, saturação do aparelho digestivo, o aumento da gordura visceral (na região do abdômen), dores articulares, alergias cutâneas, enxaqueca e depressão.

O perigo se agravou devido ao consumo excessivo de pães, biscoitos, macarrão, bolos. Até alguns queijos e embutidos contêm o agora glúten. Os resultados já aparecem nos consultórios de nutrólogos, alergistas e nutricionistas: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio (o trigo vem sempre adicionado de açúcar), alergias, diarréias, doenças auto-imunes.

O nutrólogo João Curvo diz que, para os chineses, o excesso de glúten no organismo é sinal de má higiene interna: o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação. A pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, premiada por suas alternativas para a mesa brasileira, defende o que chama de nossa "soberania alimentar": mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal. E, se abolir o glúten ajuda a emagrecer, a "dieta sem glúten" virou febre nas academias. Agora, pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja são as novas "delícias" dos supermercados.

GRAÇAS AO SÚBITO DESEJO DA FILHA LOUISE DE EMAGRECER, a família de César Hasky, dono do restaurante japonês Ten Kai, em Ipanema, descobriu as maravilhas da vida sem glúten. A mãe, Rina, ao levar a filha ao nutricionista Leonardo Haus também adotou a reeducação alimentar que consiste em evitar saturação do metabolismo provocada pelo excesso de glúten no intestino. A surpresa veio quando mãe e filha começaram facilmente a emagrecer e até César, que não estava de dieta, adotou os pães de aipim, de abóbora e de cenoura, encomendados na rede Mundo Verde ou no restaurante Celeiro: – A barriga vai sumindo, você fica mais leve. Eu não imaginava que o glúten fizesse tanto mal. E você vive muito bem sem o trigo. Pode comer pães e bolos gostosos sem glúten de manhã ou à tarde, sem sofrimento algum – diz Rina.

O nutricionista Leonardo Haus recomenda um período de três meses de dessensibilização ao glúten, no qual não se pode comer trigo, centeio, cevada ou aveia, os quatro cereais que contêm a substância. Depois, segundo ele, é possível comer esporadicamente sem risco de danos: – Essa é a idéia da reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho, mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar a doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar. Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria.

A guerra contra o pão e o macarrão já começou também na escolinha de vôlei das jogadoras Sandra e Elaine, no Leblon. Atletas do ranking brasileiro de vôlei de praia, elas proíbem as alunas que querem emagrecer de comer pão depois das 17h. As atletas aprenderam com seus médicos que, no entardecer, o metabolismo vai ficando naturalmente mais lento e a digestão daquele trigo ficará ainda mais difícil. O pãozinho terá muito mais chances de virar gordura – e abdominal! – Não proibimos o pão, mas, se puderem evitar, principalmente à noite, é melhor. Isso não significa que não podemos comer um macarrão depois de um treino. Pode, mas não toda hora. O excesso não é metabolizado e vira gordura – explica Sandra.

Se banir o pão foi secando a barriga das mulheres, a nova onda chegou instantaneamente às academias de ginástica. A academia Velox, por exemplo, oferece saladas que há muito tempo fazem parte dos lanches dos atletas. Leves, nutritivas e de baixa caloria. As redes Body Tech e Pró-Forma também seguem o exemplo. É um incontrolável efeito dominó. Se uma mulher seca abolindo o glúten, centenas de outras vão fazer o mesmo para secar também. E não faltam receitas sem glúten. A quituteira anúglúten gaúcha Paula Santos oferece dezenas no site www.riosemgluten.com. Um dos segredos da nova dieta é não desanimar diante de um pão de aipim com a consistência de uma pedra portuguesa. Há bons fabricantes de produtos sem glúten e outros nem tanto.

Leonardo Haus indica os pães sem glúten produzidos em Santa Catarina, vendidos na rede Mundo Verde e no restaurante Fontes, em Ipanema, ou ainda os de fabricação própria do restaurante Celeiro, no Leblon. Os novos alimentos sem glúten já estão nas prateleiras dos supermercados: macarrão de arroz, cookies de soja, bolos de cenoura.

Para a clínica Eliana Correa, com pós-graduação em medicina ortomolecular, depois do período de dessensibilização, pode-se até comer glúten de vez em quando, mas, segundo ela, a pessoa se sente tão bem que passar a evitar o alimento, como ela própria e suas três filhas: – Quem sofreu a vida inteira com enxaqueca por causa de intolerância ao glúten não vai querer mais comer o alimento porque sabe que voltará a se sentir mal. Aí vem a pergunta clássica: Mas eu vou comer o quê? Eu, por exemplo, como batata-doce no café da manhã. Pode-se comer aipim, tapioca, pães sem glúten. A variedade é imensa e os benefícios, ainda maiores. Eu, que brigava tanto com o leite e seus efeitos alérgicos, descobri que o glúten é muito pior. Eliana faz em seus pacientes exames de sangue que detectam alergias que não causam efeito imediato, mas vão minando o metabolismo e são chamadas por isso de alergias retardadas. O sangue colhido dos pacientes é enviado para laboratórios nos Estados Unidos, que dosam intolerância a 96 alimentos. O exame custa R$ 900. No Brasil, só há exames para 37 alimentos que causam apenas alergias imediatas (quando o paciente passa mal imediatamente). Um alimento normal leva 18 horas da mastigação até ser eliminado pelo reto. O glúten leva 26 horas. O excesso vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação, retenção de líquidos. É o começo de uma série de doenças articulares, auto-imunes e até depressão.

GOSTOSO E IRRESISTÍVEL, O PÃO FRANCÊS QUENTINHO com a manteiga derretendo pode ser maldito para quem não quer engordar. Mas proibido mesmo, só para portadores da doença celíaca, uma intolerância de origem genética ao glúten que provoca distúrbios gastrintestinais, diarréias violentas e até morte. No Brasil, em estimativas imprecisas, a doença atinge um em cada 300 brasileiros. Uma delas é Ane Benati, de 39 anos, que, entre os sete irmãos, tem outros três e uma sobrinha celíacos. Ela viu suas irmãs gêmeas definharem por 20 anos em busca de um diagnóstico e, há dez anos, uma delas, Raquel Benati, quase morreu com 39 quilos para o seu 1,70m, quando enfim descobriu que era celíaca. – Foi só tirar o glúten e minha irmã parecia que tinha tomado fermento. Engordou e ficou boa rapidamente. Pensei que ela ia morrer. Fiz logo o exame e vi que eu também era celíaca, embora não tivesse ainda sintomas graves. Porque antes de acabar com o intestino, a doença pode provocar baixa metabólica, diabetes, hipertireoidismo e até epilepsia – diz ela, que, por conta da doença, sugere pratos deliciosos sem glúten para o cardápio do restaurante Cais do Oriente, do namorado Markos Resende, no Centro. – Ultimamente como lá uma lasanha de vegetais feita com folhas e palmitos naturais no lugar da massa e atum grelhado – diz Ane. Hoje "curada" ao banir o glúten da dieta, Raquel é presidente da seção Rio da Associação dos Celíacos do Brasil e diz que o diagnóstico ainda é um problema: – A medicina ainda desconhece essa doença.

Estima-se hoje que no Rio haja 35 mil celíacos, mas só mil com diagnóstico. Os outros 25 mil estão passando mal pelos hospitais, nas filas das gastrites, das diarréias crônicas, das enxaquecas, das dores articulares sem cura. Eu penei 20 anos até descobrir a doença, mas o médico da Associação de Celíacos, o gastropediatra José César Junqueira, alerta que uma simples gastrite já é indicação para os exames que detectam a doença. Excesso de glúten gera intolerância também em pessoas normais, Os exames de sangue de detectam a doença celíaca são os de antitransglutaminase e antiendomísio, mas, segundo Raquel, ainda não estão incluídos no Sistema único de Saúde (SUS), tampouco são aceitos por alguns planos de saúde.

Na Europa, onde a doença celíaca tem uma incidência maior devido ao alto consumo de trigo, há uma infinidade de alimentos sem glúten, mas no Brasil os produtos sem glúten só agora começam a aparecer. – O mercado está crescendo porque as pessoas normais também estão com intolerância devido ao excesso do consumo de trigo. Se o glúten é proibido para os celíacos, os normais não precisam ser tão ortodoxos. É possível comer um pãozinho, duas ou três vezes por mês e não sentir mal-estar algum, segundo o nutrólogo João Curvo: – Os leigos que se observam percebem a relação entre o excesso de trigo e o aumento do volume abdominal, excesso de gases, dores articulares, dores de cabeça e peso nos pés. Quando ocorre a saturação de glúten no intestino, a absorção dos nutrientes piora e a pessoa começa a apresentar queixas. Essa intolerância vai minando o sistema imunológico e vão surgindo as alergias cutâneas, a psoríase e as artrites. Tudo depende da quantidade do consumo.

Teresa Sá, por exemplo, mulher do estilista Tufi Duek, da Fórum, não é celíaca, mas teve um problema vascular, que, depois de muitos exames, descobriu que era intolerância ao trigo: – Eu como massa, mas tenho consciência que depois tenho que fazer um processo de desintoxicação, sem comer glúten durante quatro ou cinco dias.

Para a pediatra e nutróloga Clara Brandão, do Ministério da Saúde, a mudança dos hábitos alimentares dos brasileiros nos últimos anos, com a troca de alimentos saudáveis e orgânicos nacionais como a mandioca, o milho e o inhame pela farinha de trigo refinada importada, porém, já começa a causar doenças também em pessoas não celíacas. Ela lembra que 80% dos brasileiros vivem nas periferias urbanas comendo pão com margarina e macarrão. Os de maior poder aquisitivo adicionam o queijo, o salame e o presunto, que, segundo ela, contêm aditivos químicos que comprometem a saúde: – Nós temos que reforçar nossa soberania alimentar. Nós comíamos o fubá, a tapioca, o milho, muito mais nutritivos que o trigo, importado e nocivo. Temos estoques reguladores de arroz lotados, mas a merenda escolar leva trigo todos os dias. Está havendo uma saturação do metabolismo da população em geral devido a uma alimentação equivocada. Esta tendência à intolerância alimentar e às doenças subseqüentes, segundo Clara Brandão, começam no primeiro ano de vida, quando a criança começa a comer pão, biscoito e macarrão: – Uma criança de 7 ou 8 anos já sabe fazer sozinha o miojo, que já vem com um veneno no saquinho para o molho. Aquilo tem glutamato de soja, que altera a química cerebral e é uma substância tóxica. Fora isso, hoje ninguém mais janta, come um sanduíche . Se temos um alimento orgânico, como a mandioca, muito mais nutritivo e mais barato que o trigo, e que fixa o produtor na terra, o que estamos esperando para mudar essa situação?

O profissional de marketing Fábio Quinei, de 26 anos, já começou há um mês a banir o glúten, cortando o pão e o macarrão para ganhar mais disposição e malhar mais. Ele e Larissa Munck, ambos alunos da academia Velox, no Humaitá, trocaram o pão pela salada e pelas frutas: – O glúten prejudica a absorção dos nutrientes e, em um mês de dieta, dá para notar uma boa secada. Há também um corte no açúcar porque os doces contêm glúten. Isso é o pior, porque adoro doces. Mas troquei doces por frutas!

29/ set/ 2011

FENARROZ

Ocorrerá de 22 a 27 de maio de 2012, em Cachoeira do Sul (RS), a 17ª edição da Feira Nacional do Arroz (FENARROZ) maior evento orizícola das Américas. Serão seis dias de evento, a feira está se modernizando e acompanhando tendências nacionais.

A área destinada às empresas mostrarão novas tecnologias e modernos equipamentos para plantio, colheita e beneficiamento do arroz.

´´Queremos oferecer uma infraestrutura cada vez melhor aos expositores e visitantes´´, ressalta o presidente Luís Silva.

 

Fonte: Revista Planeta Arroz

                                                                                       

 

 

 

Campo Grande-MS, 08 de agosto de 2011.

 

Ilmo.

Sr. José Alberto Noldin

Presidente da Sociedade Sul-Brasileira de Arroz Irrigado

Itajaí-SC

 

              A Associação dos Produtores de Arroz e Irrigantes do Mato Grosso do Sul – APAI/MS, vem pela presente solicitar que durante o evento maior do Arroz no Brasil, se coloque em apreciação uma moção deste importante colegiado que representa a massa crítica do setor cientifico – tecnológico e produtivo do ARROZ no sentido de buscar soluções de longo prazo para a cadeia produtiva do arroz, que sofre a falta de medidas compensatórias por efeitos deletérios advindos do Mercosul, com a abertura do mercado consumidor brasileiro á uma concorrência injusta pelo peso do Fator Brasil – carga de impostos suportada pelo produtor nacional.

              Representando os produtores de Mato Grosso do Sul, a APAI-MS tem junto a vocês dois delegados, Sr. Darci Dias de Azambuja e Sr. Sidenei Ambrósio Tambosi.

              Em nome de todos os companheiros produtores do Mato Grosso do Sul, saúdo a SOSBAI por mais este evento de sucesso.

             

              Sendo o que se apresenta para o momento.       

                                             

             Atenciosamente,

             Roberto Folley Coelho

             Presidente da Associação dos Produtores de Arroz e Irrigantes do Mato Grosso do Sul.